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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PSICOPATIA NO CINEMA ( I ) : PSICOSE

PSYCHO.I960.Alfred Hitchcok.Com Antony Perkins , Vera Miles e Janet Leigh


O conceito de Psicopata, Personalidade Psicopática e, mais recentemente, Sociopata é um tema que vem preocupando a psiquiatria, a justiça, a antropologia, a sociologia e a filosofia desde a antigüidade. Evidentemente essa preocupação contínua e perene existe porque sempre houve personalidades anormais como parte da população geral.
Psicopatas pessoas cujo tipo de conduta chama fortemente a atenção e que não se podem qualificar de loucos nem de débeis; elas estão num campo intermediário. São indivíduos que se separam do grosso da população em termos de comportamento, conduta moral e ética.

A psicopatologia em geral e a psiquiatria forense em especial têm dedicado, há tempo, uma enorme preocupação com o quadro conhecido por Psicopatia (ou Sociopatia, Transtorno Dissocial, Transtorno Sociopático, etc).
Trata-se de um terreno difícil e cauteloso, este que engloba as pessoas que não se enquadram nas doenças mentais já bem delineadas e com características bastante específicas, a despeito de se situarem à margem da normalidade psico-emocional ou, no mínimo, comportamental. As implicações forenses desses casos reivindicam da psiquiatria estudos exaustivos, notadamente sobre o grupo de entidades entendidas como Transtornos da Personalidade.
O enorme interesse que o psicopata tem despertado atualmente se deve, em parte, ao desenvolvimento das pesquisas sobre as bases neurobiológicas do funcionamento do cérebro em geral e, particularmente, da personalidade. Em outra parte, deve-se também ao enorme potencial de destrutividade de alguns psicopatas, quando ou se tiverem acesso aos instrumentos que a tecnologia e a ciência disponibilizam.
Estudar o potencial da destrutividade humana é bastante interessante e poderá esclarecer certos pontos em comum entre grandes manifestações de destrutividade, como são as guerras, os genocídios, torturas, o terrorismo e, talvez, manifestações incomuns da personalidade humana, baseadas na psicopatologia, na psicologia e nas neurociências.
Lorenz e outros etólogos consideram a agressividade organizada uma aquisição evolutiva que aparece na espécie humana há uns 40.000 anos.
Em sentido social, a agressividade organizada nasceu da necessidade de uma arma de sobrevivência mais eficaz. Nascia assim uma forma especializada de agressão comunitária e organizada, um entusiasmo que agrega o grupo contra um inimigo comum. Uma de suas expressões seria a “paranóia de guerra”, que afeta e afetou populações inteiras. Atualmente pode ser representada também por grupos étnicos, religiosos ou políticos que se unem através de uma conduta agressiva em função de alguma ameaça comum a todos integrantes do grupo (ameaça real ou acreditada).
Devido à falta de um consenso definitivo, esse assunto tem despertado um virulento combate de opiniões entre os mais diversos autores ao longo do tempo. Igualmente variadas também são as posturas diante desses casos que resvalam na ética e na psicopatologia simultaneamente. As dificuldades vão desde a conceituação do problema, até as questões psicopatológicas de diagnóstico e tratamento. Como seria de se esperar, também na área forense as discordâncias são contundentes.
A evolução dos conceitos sobre a Personalidade Psicopática transcorreu, durante mais de um século, oscilando entre a bipolaridade orgânica-psicológica, passando à transitar também sobre as tendências sociais e parece ter aportado, finalmente, numa idéia bio-psico-social que, senão a mais verdadeira, ao menos se mostrou a mais sensata.
     FONTE:    http://www.psicopatia.com.br/

No cinema foram criados inúmeros personagens com estes perfis mencionados no artigo acima. Mas quando falamos de personagens com estes perfis, certamente iremos visualizar a figura de NORMAN BATES, magistralmente interpretado por Antony Perkins. Infelizmente (para o ator) o papel o imortalizou, não deixando-o encarnar outros personagens que não fosse NORMAN BATES. Tanto é que ele ainda fez mais três sequências (Psicose II de 1983, Psicose III de 1986,onde ele dirigiu e Psicose IV de 1990).




Para compreender com mais profundidade a personalidade da personagem criada pelo mestre do suspense, Hitchcock, o espectador necessitaria estar atento as novas "modalidades de PATIAS", além das já conhecidas. Vemos atualmente nas mídias, situações que vão além das realizadas pela personagem. Na área da PSICOLOGIA, o filme serve de objeto de estudo, além do divertimento pelo qual foi proposto.
Já as continuações servem para extrair o máximo de arrecadação para os produtores, mas mesmo assim, ainda provocam inquietações para os espectadores mais ligados às doenças ligadas à criminologia.
Em relação aos filmes propriamente ditos,  além da OBRA-PRIMA, filmada em 1960 e em preto e branco, a melhor sequência ficou com a segunda parte, onde provoca vários sustos e muito suspense. Foi ousado em fazer uma sequência de um clássico, mas não ficou nada a desejar a ele.
Já  a PARTE III, foi fracasso de público e crítica, onde o próprio Perkins ousou em dirigir. Salvam-se algumas cenas. E só.
E, por fim, a PARTE IV, de uma forma diferente (feito para TV), consegue arrancar algum suspense. Triste fim para a série e para o ator, que faleceu pouco depois, vítima de AIDS.
Destaque para a brilhante trilha sonora e a cena antológica do banheiro.

Depois deste filme nunca foi tão difícil tomar banho com uma cortina de plástico fechada.


Abaixo, segue o trailer do filme Psicose (1960) e trechos de Psicose II e III.



O famoso Bates Motel






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